Da peça "Concerto à la
carte" com Ana B.u.s.t.o.r.f.f sabia um par de coisas: era um monólogo de
1h30 e metia Ana B.u.s.t.o.r.f.f ao barulho... Acabei por chegar ao Teatro João
Caetano em cima do espectáculo. Cheguei lá " Os ingressos acabaram"...
"po... fala a sério"... Casa cheia para ver "Concerto à la
carte" (com Ana B.u.s.t.o.r.f.f). Parece que a peça não tinha tido a
adesão esperada no dia anterior, tendo-se optado por sentar o público numas
cadeiras no palco criando assim um ambiente mais intimista e menos
constrangedor para a actriz, passando a lotação de cerca de 200 pessoas para
50. Depois de aplicar algum charme lá acabei por conseguir arranjar um lugar
sentado no chão ao lado do palco...
A primeira cena
começou com Ana a entrar em casa. Ela arrumou as compras, ela cozinhou, ela viu
televisão (Preço certo com Fernando Mendes, Lenka em grande forma), ela tomou
uma refeição ligeira, ela foi à casa de banho (já lá vamos), ela ligou o rádio,
ela maquilhou-se, ela dançou, ela despiu-se (também já lá vamos), ela
vestiu-se, ela deitou-se, ela suspirou e adormeceu... Ela saiu de cena e voltou
três vezes para agradecer os aplausos. Foi 1h30 de Ana B.u.s.t.o.r.f.f a fazer
a sua vida com um programa de rádio música erudita como banda sonora - Concerto
à la carte. No fundo a peça pretendia espelhar mais um dia na vida dessa mulher
anónima e solitária com quem nos cruzamos todos os dias na rua e a quem não
retribuímos o sorriso...
Passando ao primeiro ponto que deixei por atender: a ida ao banheiro. Até ao momento, a peça ia relativamente calma, com Fernando Mendes e Lenka a serem os protagonistas. A Ana sai da divisão sala/cozinha/dormitório e entra numa outra às escuras, liga a luz: banheiro! Até aqui tudo bem. Ela levanta a tampa da retrete, desaperta o primeiro botão (oh diabo…), baixa a calça, baixa a calcinha e simula uma defecação. Para o público acabou por ser o momento cómico da noite, ela estava meio de ladex pelo que não viram mais do que uma coxinha à mostra. Agora eu, que estava ao lado do palco, e pelos vistos no lado errado, é que vi mais do que queria.
Venha o segundo. Ana prepara-se para ir dormir. Vai apagando as luzes, lava os dentes, mija (...), escova o cabelo... Tira os sapatos, tira a roupa, fica em lingerie. Até aqui não desconfiei de nada, apesar de tudo, achava que o desaire relatado no parágrafo anterior não tinha passado de um acidente. E depois tira tudo, ficando peladona a 5 metro do público! E até que foi uma cena bonita. Ela nua, muito elegante, diria até que foi bailarina, lavando-se com um pano molhado e temperando-se com pó de talco. Não deve ser fácil para uma mulher de 50 e não sei quantos anos estar sozinha, do outro lado do mundo, num teatro menor, exposta daquela forma.
Acabei por ter não ter grande cara para ficar à espera dela. Admitamos que o ambiente seria pesado.Teria tido a sua graça, depois do primeiro encontro. Hoje, deitado, suspiro... estou arrependido.
Passando ao primeiro ponto que deixei por atender: a ida ao banheiro. Até ao momento, a peça ia relativamente calma, com Fernando Mendes e Lenka a serem os protagonistas. A Ana sai da divisão sala/cozinha/dormitório e entra numa outra às escuras, liga a luz: banheiro! Até aqui tudo bem. Ela levanta a tampa da retrete, desaperta o primeiro botão (oh diabo…), baixa a calça, baixa a calcinha e simula uma defecação. Para o público acabou por ser o momento cómico da noite, ela estava meio de ladex pelo que não viram mais do que uma coxinha à mostra. Agora eu, que estava ao lado do palco, e pelos vistos no lado errado, é que vi mais do que queria.
Venha o segundo. Ana prepara-se para ir dormir. Vai apagando as luzes, lava os dentes, mija (...), escova o cabelo... Tira os sapatos, tira a roupa, fica em lingerie. Até aqui não desconfiei de nada, apesar de tudo, achava que o desaire relatado no parágrafo anterior não tinha passado de um acidente. E depois tira tudo, ficando peladona a 5 metro do público! E até que foi uma cena bonita. Ela nua, muito elegante, diria até que foi bailarina, lavando-se com um pano molhado e temperando-se com pó de talco. Não deve ser fácil para uma mulher de 50 e não sei quantos anos estar sozinha, do outro lado do mundo, num teatro menor, exposta daquela forma.
Acabei por ter não ter grande cara para ficar à espera dela. Admitamos que o ambiente seria pesado.Teria tido a sua graça, depois do primeiro encontro. Hoje, deitado, suspiro... estou arrependido.



















